Estações de Tratamento de Água

Você pode conhecer, com mais detalhes, todas as Estações de Tratamento de Água da Caesb. Algumas informações como a vazão, tipo de tratamento, o sistema a qual a ETA pertence, etc, são disponibilizados quando o nome da estação é clicado.



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Análises e Resultados de Águas

A Caesb por intermédio de um moderno laboratório de análise de água (física, química e biológica) executa um monitoramento da qualidade da água de todos os mananciais superficiais e subterrâneos utilizados para o abastecimento público, bem como os passíveis de aproveitamento futuro como Bananal, Corumbá e Lago Paranoá. A Empresa também realiza um rígido controle da qualidade da água distribuída à população do Distrito Federal.

Este trabalho, conduzido de acordo com os critérios estabelecidos na Resolução 357/2005 CONAMA (adotada para a água bruta superficial), a Resolução 396/2008 CONAMA (adotada para a água bruta subterrânea)  e Portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde (adotada para a água tratada), tem proporcionado à Companhia um completo controle da qualidade da água em todas as suas etapas, desde a produção até a distribuição ao usuário.

A Empresa também possui vários laboratórios de controle operacional existentes nas suas ETAs e UTSs, que realizam o controle de qualidade de toda água produzida. Nesses laboratórios são realizadas análises físicas, químicas e bacteriológicas sistemáticas, de forma a garantir o atendimento aos padrões de potabilidade.

Além disso, a Caesb vem atendendo em 100% as exigências da Portaria nº 2.914/MS no que se refere ao número mínimo de amostras coletadas por sistemas de abastecimento, atingindo o patamar de aproximadamente 1.207 amostras/mês, procedentes de 314 pontos de coleta estrategicamente estabelecidos na rede de distribuição, gerando 5.880 determinações/mês.

As Caesb em relação ao monitoramento da qualidade da água realiza os seguintes procedimentos: 

  • Elaboração de Relatórios Mensais do Sistema Distribuidor e do Sistema Produtor da Caesb e do Boletim Informativo do Lago Paranoá.
  • Mapas de Balneabilidade do Lago Paranoá.
  • Emissão de Relatórios de Ensaio para avaliação da qualidade da água, conforme uso e legislação específica.


Resultados das Análises das Águas dos Sistemas
 

Resultados na Rede de Distribuição - Síntese por Sistemas de Abastecimento (PDF)

Qualidade da Água Distribuída (PDF)

Relatório Anual da Qualidade da Água 

Como a Água é Tratada

O tratamento da água pode ser realizado para atender diversos aspectos:

  1. Higiênicos - remoção de bactérias, protozoários, vírus e outros microorganismos, de substâncias nocivas, redução do excesso de impurezas e dos teores elevados de compostos orgânicos;
  2. Estéticos - correção da cor, sabor e odor;
  3. Econômicos - redução de corrosividade, cor, turbidez, ferro e manganês.

Os serviços públicos de abastecimento devem fornecer água sempre saudável e de boa qualidade. Portanto, o seu tratamento apenas deverá ser adotado e realizado depois de demonstrada sua necessidade e, sempre que for aplicado, deverá compreender apenas os processos imprescindíveis à obtenção da qualidade da água que se deseja.

A necessidade de tratamento e os processos exigidos deverão então, ser determinados com base em inspeções sanitárias e nos resultados de análises (fisico-químicas e bacteriológicas) representativas do manancial a ser utilizado como fonte de abastecimento.

Para fins didáticos, esclarecemos aqui as etapas utilizadas em uma Estação de Tratamento de Água (ETA), tipo convencional, que engloba todas as fases necessárias para um tratamento completo.

Dependendo da qualidade da água a ser tratada, algumas destas etapas poderão não ser necessárias para a devida potabilização da água a ser distribuída. A própria Caesb, hoje, dependendo das características da água a ser tratada, adota diversos tipos de tratamento que vão desde um tratamento completo (ETA convencional) até tratamento mais simplificado, com cloração e fluoretação apenas.

Um tratamento convencional é composto das seguintes etapas:

1. Coagulação e Floculação

Nestas etapas, as impurezas presentes na água são agrupadas pela ação do coagulante, em partículas maiores ( flocos) que possam ser removidas pelo processo de decantação. Os reagentes utilizados são denominados de coagulantes, que normalmente são o Sulfato de Alumínio e o Cloreto Férrico.

Nesta etapa também poderá ser necessária a utilização de um alcalinizante (Cal Hidratada ou Cal Virgem) que fará a necessária correção de pH para uma atuação mais efetiva do coagulante.

Na coagulação ocorre o fenômeno de agrupamento das impurezas presentes na água e , na floculação, a produção efetiva de flocos.

2. Decantação

Os flocos formados são separados da água pela ação da gravidade em tanques normalmente de formato retangular.

3. Filtração

A água decantada é encaminhada às unidades filtrantes onde é efetuado o processo de filtração. Um filtro é constituído de um meio poroso granular, normalmente areia, de uma ou mais camadas, instalado sobre um sistema de drenagem, capaz de reter e remover as impurezas ainda presentes na água.

4. Desinfecção

Para efetuar a desinfecção de águas de abastecimento utiliza-se um agente físico ou químico (desinfetante), cuja finalidade é a destruição de microrganismos patogênicos que possam transmitir doenças através das mesmas.

Normalmente são utilizados em abastecimento público os seguintes agentes desinfetantes, em ordem de freqüência: cloro, ozona, luz ultravioleta e íons de prata.

A Caesb utiliza como agente desinfetante o cloro na sua forma gasosa, que é dosado na água através de equipamentos que permitem um controle sistemático de sua aplicação.

5. Fluoretação

A fluoretação da água de abastecimento público é efetuada através de compostos à base de fluor. A aplicação destes compostos na água de abastecimento público contribui para a redução da incidência de cárie dentária em até 60%, se as crianças ingerirem desde o seu nascimento quantidades adequadas de ion fluoreto.

A Caesb utiliza como agentes fluoretantes em suas unidades de tratamento o fluossilicato de sódio e o ácido fluossilicico. A dosagem média utilizada de íon fluoreto é de 0,8 mg /l (miligramas por litro) de acordo com a temperatura local.

Balneabilidade do Lago - Informações Gerais

 

 Consulte os Mapas de Balneabilidade

 

Programa de Balneabilidade do Lago Paranoá

A Caesb executa um programa contínuo e sistemático de observação e avaliação das características limnológicas do Lago Paranoá com os seguintes objetivos:
• Avaliar a adequabilidade ou não das águas superficiais do Lago Paranoá à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho).
• Informar a comunidade das áreas próprias e impróprias a balneabilidade do Lago Paranoá, com base no parâmetro Escherichia coli, segundo a freqüência de coleta e metodologia de análise dos resultados proposta na Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, datada de 29 de novembro de 2000.
• Subsidiar medidas de restauração do ecossistema aquático, especialmente no que diz respeito à localização de eventuais ligações clandestinas de esgotos domésticos que afluem diretamente ao lago ou via galerias de águas pluviais.
 

Histórico

Desde 1974 a Caesb acompanha os níveis de poluição do Lago Paranoá, a saber:
• 1974 a 1984 - Programa anual durante cinco semanas consecutivas em 15 pontos localizados no corpo central do reservatório e enquadramento com base nas Portarias GM/ nº 0013 e nº 0536 da SEMA (1976).
• 1986, 1987 e de 1990 a 1992 - Programa anual durante cinco semanas consecutivas em cerca de 18 pontos localizados no corpo central do reservatório, e enquadramento com base na Resolução nº 20 do CONAMA de 18/06/86.
• 1993 a 1994 - Programa semestral (período seco e chuvoso) durante cinco semanas consecutivas em cerca de 20 pontos localizados no corpo central do reservatório.
• 1995 - Programa semanal de abril a setembro, em 5 pontos localizados em áreas de maior uso pela comunidade, não permitindo o mapeamento do Lago Paranoá devido a insuficiência no número de estações de coleta.
• Abril/96 a Abril/97 - Programa semanal, em 26 pontos (13 centrais e 13 marginais) tendo como produto um mapa do Lago Paranoá com delimitação de áreas PRÓPRIAS (variando de Excelente a Satisfatória) e IMPRÓPRIAS à balneabilidade.
• Maio/97 a Abril 2002- Programa semanal, em 40 pontos sendo 7 distribuídos no corpo central do reservatório e 33 localizados em áreas marginais.
• Abril/2002 até Dezembro/2008 - Programa semanal, em 30 pontos amostrados em áreas marginais.
• Janeiro/2009 até Agosto/2011 - Programa quinzenal, em 30 pontos amostrados em áreas marginais.
• Setembro/2011 até os dias atuais - Programa semanal, em 9 pontos, e mensal em 30 pontos amostrados em áreas marginais .
 

Como é Feito o Acompanhamento da Balneabilidade do Lago Paranoá

As coletas são executadas toda segunda-feira e as amostragens sub-superficiais (cerca de 30 cm de profundidade), se dão através de transporte aquático e/ou transporte terrestre. Veja, a seguir, o folheto explicativo sobre: "como é feito o acompanhamento da balneabilidade do Lago Paranoá?"

A metodologia analítica utilizada para obtenção da variável Escherichia coli é a do substrato enzimático, conforme consta no Standard Methods. Os resultados são emitidos após 24 horas. Para saber se a água está balneável ou não, utiliza-se a Resolução nº 274 do CONAMA, que estabelece que em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das 5 semanas anteriores, colhidas no mesmo local, houver, no máximo:
•200 Escherichia coli por 100ml para categoria EXCELENTE;
•400 Escherichia coli por 100ml para categoria MUITO BOA;
•800 Escherichia coli  por 100ml para categoria SATISFATÓRIA.
 
Quando os índices bacteriológicos ultrapassam os limites estabelecidos para as categorias anteriores a água é classificada como IMPRÓPRIA a balneabilidade.

 

 

Localização dos Pontos de Coleta Destacando as Praias Monitoradas Semanalmente 

Ponto

Referência

Coordenadas UTM (SICAD)

Coordenadas Geográficas

 

 

E

N

Sul

W Gr.

Ponto 01

Ponte do Gilberto Salomão

189515

8246836

15 50 13.1

47 53 54.4

Ponto 02

Clube Nipo Brasileiro

190370

8247442

15 49 53.8

47 53 25.4

Ponto 03

Trem do Lago (entre a Marina Náutica e o clube da PM)

190613

8247868

15 49 40.1

47 53 17.1

Ponto 04

Prainha (ao lado da Ponte das Garças)

191660

8248770

15 49 11.2

47 52 41.5

Ponto 05

Cota Mil Iate Clube

192849

8248844

15 49 09.3

47 52 01.5

Ponto 06

Clube Naval

194055

8248986

15 49 05.3

47 51 21.0

Ponto 07

Clube de Golfe

196630

8249200

 15 48 59.4

47 49 54.4

Ponto 08

Academia de Tênis

196796

8250921

15 48 03.6

47 49 48.1

Ponto 09

Lake Side (lado direito)

196977

8252722

15 47 05.1

47 49 41.2

Ponto 10

Quiosque do calçadão “Orla”

195939

8252826

15 47 01.3

47 50 16.0

Ponto 11

Clube da Imprensa (Restaurante Retiro do Pescador)

195279

8252688

15 47 05.5

47 50 38.2

Ponto 12

Restaurante Ki-Mukeka

194352

8253025

15 46 54.1

47 51 09.2

Ponto 13

Iate Clube de Brasília

193632

8253274

15 46 45.7

47 51 33.2

Ponto 14

Baía do Iate Clube

194114

8253510

15 46 38.2

47 51 16.9

Ponto 15

Minas Brasília Tênis Clube

192598

8256568

15 44 58.2

47 52 06.4

Ponto 16

ASFUB (Associação dos Servidores da Fundação da UnB)

192078

8257142

15 44 39.3

47 52 23.6

Ponto 17

Estação Experimental da UnB

191009

8258417

15 43 57.4

47 52 58.9

Ponto 18

Área de Lazer Norte

189837

8258833

15 43 43.3

47 53 38.1

Ponto 19

Praia da ML 05/06 – Lago Norte (piscinão)

197396

8256790

15 44 53.1

47 49 25.3

Ponto 20

Praia da ML 07 – Lago Norte

198052

8255410

15 45 38.2

47 49 03.9

Ponto 21

Praia da ML 12 (em frente à casa dos canhões)

199133

8252842

15 47 02.1

47 48 28.8

Ponto 22

Praia da Ermida Dom Bosco

198666

8251566

15 47 43.4

47 48 45.0

Ponto 23

Parque da QL 14 – Morro do ultra-leve

193474

8247074

15 50 07.1

47 51 41.4

Ponto 24

Ciclovia do Lago Sul (Península dos Ministros)

194034

8247787

15 49 44.2

47 51 22.2

Ponto 25

Baía do Pontão

192401

8248007

15 49 36.3

47 52 17.0

Ponto 26

Pontão

192042

8248425

15 49 22.6

47 52 28.8

Ponto 27

ETE Norte (próx. ao queimador de gás e a churrasqueira)

191699

8257373

15 44 31.6

47 52 36.2

Ponto 28

ETE Sul

188767

8246287

15 50 30.6

47 54 19.8

Ponto 29

Em frente ao Centro Olímpico – UnB

193408

8255693

15 45 27.0

47 51 39.7

Ponto 30

Entrada do ribeirão do Torto

195832

8257590

15 44 26.4

47 50 17.4

Ponto 31

Calçadão Asa Norte

190595

8258543

15 43 53.1

47 53 12.8

Ponto 32

Ponte JK em frente ao restaurante Gazebo

196337

8248926

15 49 08.2

47 50 04. 4

 

 Apresentação dos Resultados por Meio do Mapa de Balneabilidade

 Os resultados semanais são mostrados na forma de mapa contendo bandeiras sinalizando as praias denominadas de PRÓPRIAS (Excelente, Muito Boa e Satisfatória) e IMPRÓPRIAS a balneabilidade:
• áreas enquadradas como IMPRÓPRIAS são pintadas na cor vermelha
• áreas enquadradas como SATISFATÓRIAS são pintadas na cor amarela
• áreas enquadradas como MUITO BOAS são pintadas na cor verde
• áreas enquadradas como EXCELENTES são pintadas na cor azul
 
Além de adotar o critério de concentração de Escherichia coli, a elaboração do mapa de balneabilidade considera ainda o recebimento regular de efluentes tratados por intermédio das Estações de Tratamento de Esgotos Sul e Norte (ETE’s), o que nos leva a classificar as áreas limítrofes a estas como permanentemente IMPRÓPRIA a recreação de contato primário.  As principais galerias de águas pluviais são destacadas e podem comprometer as condições de banho.
 
Após a implementação do Programa de Recuperação do Lago Paranoá, pela Companhia de Saneamento do Distrito Federal – CAESB na década de 90, especialmente a coleta e tratamento a nível terciário dos  esgotos gerados em sua bacia de drenagem, as condições de balneabilidade do Lago Paranoá vem melhorando ano a ano, chegando atualmente a ter cerca de 90% de sua área superficial adequada à recreação de contato primário. 
 

Observações 

• As regiões denominadas de Saco do Ribeirão do Gama, Saco do Torto e Região Central do Lago Paranoá devem ser preferencialmente utilizadas pela população, uma vez que durante mais de 35 anos de desenvolvimento do Programa nunca foram observados resultados que indicassem impropriedades destas áreas à balneabilidade.
• O Programa de Balneabilidade ao longo dos anos vem passando por um constante aperfeiçoamento, podendo-se inferir que atualmente funciona como  ótimo instrumento para direcionar o uso deste ecossistema aquático para fins de recreação de contato primário.
• A comunidade deve evitar regiões em que se detectem sinais de poluição por esgotos, perceptíveis pelo olfato ou visão.
• A comunidade usuária do Lago Paranoá deve colaborar para a sua restauração, principalmente no que diz respeito á preservação da vegetação marginal, a eliminação dos lançamentos de esgotos clandestinos e a disposição adequada de resíduos sólidos.  
 

Contatos 

Para obter dados anteriores ou complementares sobre a Balneabilidade do Lago Paranoá ou informar a Caesb sobre alguma ocorrência anormal, favor entrar em contato com a Coordenadoria de Analises Biológicas - PHIQB:
Cristine Gobbato B. Cavalcanti
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Fone: 3214-7940
 
 

 Consulte os Mapas de Balneabilidade

 

Saneamento Rural

A Caesb desenvolve ações de saneamento rural desde 1991 em todo o Distrito Federal. A população rural do Distrito Federal está distribuída em grandes fazendas, sítios, chácaras, vilas e agrovilas, sendo terras particulares ou públicas, e colônias agrícolas organizadas pelo Governo Federal.

A Caesb continua desenvolvendo estudos técnicos de viabilidade para implantação, execução de obras e provendo a manutenção dos sistemas, bem como realizando ações de educação sanitária e ambiental, com o objetivo de, em longo prazo, beneficiar toda a população rural existente no Distrito Federal.

A implantação de sistemas de abastecimento de água potável em pequenos núcleos rurais e aglomerados de residências em áreas rurais do Distrito Federal, além de melhorar as condições de saneamento e qualidade de vida na área rural, tem por objetivo minimizar as ocorrências de casos relacionados a doenças de veiculação hídrica registrados no setor público de saúde.

Os estudos de viabilidade de implantação do sistema de abastecimento de água potável são iniciados a partir do pedido formal (carta) da Associação de Moradores à Presidência da Caesb.


Mais informações pelo telefone: 115 ou (61) 3329-0195.

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