Esgotamento Sanitário

Para exercer a prestação dos seus serviços no âmbito do esgotamento sanitário, a Caesb desempenha as funções de planejar, projetar, construir, operar e manter sistemas completos de esgotamento sanitário, bem como de comercializar serviços e atender seus clientes. Nesse contexto, a Companhia atua como demandante de bens de capital, de consumo e de serviços de diversas espécies, necessários ao exercício pleno de suas competências.
Para coletar e tratar os esgotos sanitários da população do Distrito Federal, a Caesb opera, atualmente, 5.169 km de redes e 17 Estações de Tratamento de Esgotos (ETE’s). O controle operacional e o monitoramento da eficiência das estações de tratamento são realizados com o apoio de laboratórios, que executam análises físico-químicas e microbiológicas.
Com relação ao índice de atendimento à população, segundo dados do censo demográfico 2010 realizado pelo IBGE, 88,9% das residências urbanas possuem saneamento adequado e 10,9% semi-adequado. Esses dados sugerem que o Distrito Federal possui o maior índice de cobertura de saneamento no Brasil.
Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos domésticos e indústrias que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas, e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.
Geralmente a própria natureza possui a capacidade de decompor a matéria orgânica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matéria se apresenta em grande quantidade, exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ação da natureza de maneira mais rápida.
A ETE remove as cargas poluentes do esgoto através de processos físicos, químicos ou biológicos, devolvendo ao ambiente o produto final, efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental.
O tratamento de esgotos domésticos é dividido em tratamento preliminar(ou pré-tratamento), e tratamento a nível primário, secundário e terciário. Nove das dezessete ETE’s da Caesb possuem tratamento a nível terciário, enquanto as demais possuem tratamento secundário.
No tratamento preliminar são utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resíduos maiores e impedir que haja danos às próximas unidades de tratamento, ou até mesmo para facilitar o transporte do efluente.
No tratamento a nível primário são sedimentados os sólidos em suspensão que vão se acumulando no fundo do decantador, formando o lodo primário que depois é retirado para dar continuidade ao processo.
Em seguida, no tratamento a nível secundário, os microorganismos irão se alimentar da matéria orgânica, convertendo-a em gás carbônico e água.
No tratamento a nível terciário são removidos poluentes específicos como os micronutrientes (fósforo e nitrogênio).
Em cada etapa de tratamento existe a geração de lodo, que na Caesb corresponde a aproximadamente 340 toneladas por dia. O tratamento do lodo é realizado por digestores que tem a função de estabilizar a matéria orgânica e favorecer a etapa posterior de desidratação ou desaguamento. Após a etapa de desidratação ou desaguamento, o produto final do tratamento é chamado de lodo de esgotos, o qual deve ser encaminhado para destinação final.
Assim, ao considerar as características do esgotamento sanitário no DF, especialmente a de não possuir fontes industriais expressivas que contribuam à carga das águas residuais tratadas pela Caesb, os lodos de esgotos, em geral, possuem concentrações de substâncias químicas dentro dos limites estabelecidos pela legislação correlata. Desse modo a Caesb incentiva a destinação ambientalmente equilibrada desses lodos por meio de sua incorporação ao solo agricultável, isto é, por meio da reciclagem dos seus nutrientes e matéria orgânica em atividades de agricultura, de silvicultura ou de recuperação de áreas mineradas.
A Caesb no cumprimento de suas metas realiza o monitoramento do lançamento de esgoto não doméstico e do recebimento de resíduos líquidos por caminhões (fossas e gordura) visando redução de contribuições de efluentes com características industriais ou com alta concentração das cargas no processo de tratamento. Além disso, adota medidas para diminuição da quantidade de águas pluviais no sistema. Tais ações objetivam mitigar diversos problemas para os processos de tratamento das ETEs e para o funcionamento adequado do sistema coletor. Consequentemente, contribuindo para a redução do custo de tratamento e de manutenção do sistema e melhoria da qualidade dos efluentes finais e lodo produzido.
Existem diversas Normas que orientam e estabelecem padrões de qualidade para os esgotos tratados, corpos receptores e disposição final de lodos de esgotos. Dentre as legislações a serem atendidas, destacam-se:
 
  • RESOLUÇÃO CONAMA 357/05 - Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 430/11 - Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 375/06 - Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário;
  • RESOLUÇÃO CONAM 003/06 - Disciplina o Uso do Lodo de Esgoto no Distrito Federal;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 396/08 - Classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas.
  • DECRETO 18.328/97 - Do Lançamento de Efluentes Líquidos na rede Coletora de Esgotos.

Estações de Tratamento de Esgoto

O sistema de esgotos do DF é composto por 15 sistemas de coleta e tratamento de esgotos. Alguns destes sistemas já estão em operação, permitindo avançar na recuperação da qualidade das águas do Distrito Federal.

Conheça os detalhes dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos, clicando sobre as ETEs abaixo.

 

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Esgoto Condominial

O sistema condominial de esgotamento sanitário é o padrão adotado pela Caesb para ampliação da estrutura de coleta de esgotos do Distrito Federal, fruto da constatação da inviabilidade econômica e financeira do modelo tradicional em apresentar solução a curto prazo para a universalização dos serviços.

A adoção desse padrão tem por objetivo, portanto, dar atendimento pleno à população com serviços de esgotamento sanitário, promovendo, ao mesmo tempo, a conscientização da comunidade sobre a importância do serviço para sua saúde e sobre os cuidados de manutenção da rede.

Do ponto de vista do dimensionamento hidráulico e em relação aos parâmetros de projeto, não existem inovações na modalidade condominial. A mudança está na concepção do projeto, que transfere para o interior do condomínio (quadra ou quarteirão urbano), a passagem dos ramais da rede, reduzindo bastante a extensão de tubulação necessária. Há três modalidades de ramal condominial: ramal de fundo de lote, ramal de jardim e ramal de passeio. A população, em reuniões com técnicos da Caesb, decide sobre o tipo de ramal e como executá-lo.

Essa mudança promove uma redução de custos significativa e permite ampliar consideravelmente o percentual de população atendida, utilizando-se o mesmo volume de recursos financeiros.

A participação comunitária é a base do sistema condominial, constituindo elemento fundamental da metodologia de implantação desse tipo de solução, incorporando a população na solução coletiva dos problemas locais de saneamento.

Sistemas de Esgotamento

Para exercer a prestação dos seus serviços no âmbito do esgotamento sanitário, a Caesb desempenha as funções de planejar, projetar, construir, operar e manter sistemas completos de esgotamento sanitário, bem como de comercializar serviços e atender seus clientes. Nesse contexto, a Companhia atua como demandante de bens de capital, de consumo e de serviços de diversas espécies, necessários ao exercício pleno de suas competências.

O controle operacional e o monitoramento da eficiência das estações de tratamento são realizados com o apoio de laboratórios, que executam análises físico-químicas e microbiológicas.

Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos domésticos e indústrias que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas, e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.

Geralmente a própria natureza possui a capacidade de decompor a matéria orgânica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matéria se apresenta em grande quantidade, exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ação da natureza de maneira mais rápida.

A ETE remove as cargas poluentes do esgoto através de processos físicos, químicos ou biológicos, devolvendo ao ambiente o produto final, efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental.

O tratamento de esgotos domésticos é dividido em tratamento preliminar(ou pré-tratamento), e tratamento a nível primário, secundário e terciário. Nove das dezessete ETE’s da Caesb possuem tratamento a nível terciário, enquanto as demais possuem tratamento secundário.

No tratamento preliminar são utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resíduos maiores e impedir que haja danos às próximas unidades de tratamento, ou até mesmo para facilitar o transporte do efluente.

No tratamento a nível primário são sedimentados os sólidos em suspensão que vão se acumulando no fundo do decantador, formando o lodo primário que depois é retirado para dar continuidade ao processo.

Em seguida, no tratamento a nível secundário, os microorganismos irão se alimentar da matéria orgânica, convertendo-a em gás carbônico e água.

No tratamento a nível terciário são removidos poluentes específicos como os micronutrientes (fósforo e nitrogênio).

Em cada etapa de tratamento existe a geração de lodo. O tratamento do lodo é realizado por digestores que tem a função de estabilizar a matéria orgânica e favorecer a etapa posterior de desidratação ou desaguamento. Após a etapa de desidratação ou desaguamento, o produto final do tratamento é chamado de lodo de esgotos, o qual deve ser encaminhado para destinação final.

Assim, ao considerar as características do esgotamento sanitário no DF, especialmente a de não possuir fontes industriais expressivas que contribuam à carga das águas residuais tratadas pela Caesb, os lodos de esgotos, em geral, possuem concentrações de substâncias químicas dentro dos limites estabelecidos pela legislação correlata. Desse modo a Caesb incentiva a destinação ambientalmente equilibrada desses lodos por meio de sua incorporação ao solo agricultável, isto é, por meio da reciclagem dos seus nutrientes e matéria orgânica em atividades de agricultura, de silvicultura ou de recuperação de áreas mineradas.

A Caesb no cumprimento de suas metas realiza o monitoramento do lançamento de esgoto não doméstico e do recebimento de resíduos líquidos por caminhões (fossas e gordura) visando redução de contribuições de efluentes com características industriais ou com alta concentração das cargas no processo de tratamento. Além disso, adota medidas para diminuição da quantidade de águas pluviais no sistema. Tais ações objetivam mitigar diversos problemas para os processos de tratamento das ETEs e para o funcionamento adequado do sistema coletor. Consequentemente, contribuindo para a redução do custo de tratamento e de manutenção do sistema e melhoria da qualidade dos efluentes finais e lodo produzido.

Existem diversas Normas que orientam e estabelecem padrões de qualidade para os esgotos tratados, corpos receptores e disposição final de lodos de esgotos. Dentre as legislações a serem atendidas, destacam-se:

  • RESOLUÇÃO CONAMA 357/05 - Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 430/11 - Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 375/06 - Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário;
  • RESOLUÇÃO CONAM 003/06 - Disciplina o Uso do Lodo de Esgoto no Distrito Federal;
  • RESOLUÇÃO CONAMA 396/08 - Classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas.
  • DECRETO 18.328/97 - Do Lançamento de Efluentes Líquidos na rede Coletora de Esgotos.